A.V.U.L.S.O.

Maio 26, 2006

A experiência é, como disse lindamente Pedro Nava, um carro com os faróis voltados para trás. Este texto é uma mea-culpa. Nesses últimos 40 anos, cobertos com competência pelo caderno, nós, publicitários, construímos coisas grandes e belas. Juntos fizemos o país gostar de propaganda. E fizemos a propaganda brasileira ser admirada no mundo. O povo brasileiro gosta de propaganda. E gosta da nossa propaganda. Tornamos os publicitários conhecidos e respeitados. Participantes da vida do país. Famosos além do muro da propaganda. Entretanto, de alguns anos para cá, deixamos alguns mauricinhos, em seus ternos engravatados, tentarem tornar suas verdades cinzas em verdades nossas. E tentam tornar essas meias-verdades em verdades absolutas. Lero-lero do tipo: “Só no Brasil o publicitário tem a importância que tem”. Mentira. Lord Saatchi é publicitário. Virou Lord, tem uma das maiores coleções de arte do Reino Unido. E é parte atuante do stablishment inglês.Assim como Sir Martin Sarell é hoje. E como Sir David Ogilvy foi no passado. Assim como Jacques Seguela tem participação atuante na política francesa. E James Carville é figura conhecidíssima nos Estados Unidos. Todos com visibilidade, programa de TV, livro. Dizendo coisas geniais ou pisando no tomate como todos nós mortais. Mas, de tanto ouvir essas nulidades repetindo que nossas gravatas são extravagantes, que aparecemos demais, que somos barbies, estamos jogando na retranca. E, com medo disso, ao preenchermos a ficha do hotel, nos denominamos empresários. Falamos agora todos iguais. Nos vestimos todos agora tom sobre tom. As nossas respostas são todas respostas de miss. Está na hora de esse mercado ser um pouco mais ele mesmo. Estão faltando frescura, frivolidade, charme. É preciso ter pertinência, consistência, responsabilidade, mas não é preciso ser tão chato. Propaganda é uma atividade de artista. É uma indústria séria como o cinema. Mas é também uma arte. É uma arte cara, feita por pessoas especiais. Meio malucas. Não são patos. São cisnes. Que tiram idéias grandes de coisas banais. Que tornam um produto uma marca. E que fazem fortuna para os outros. E que têm de ser, portanto, reconhecidos, bem pagos e ouvidos nessa sociedade como Isay Weinsfeld, os Irmãos Campana ou Fernando Meirelles. E, se não são especiais, se não são interessantes, se não têm idéias inusitadas, não são publicitários. E, portanto, não merecem as regalias, a visibilidade e nem serem ouvidos. Mas não podemos deixar os comuns tentarem nos envergonhar de termos nascidos diferentes. Não seja um publicitário enrustido, amigo. Vamos lá. Vamos sair do armário. Sim, mãe. Sim, pai. Eu sou publicitário. Carrego dentro de mim essa gravata com estampa. Sim, eu tenho esse ego que dizem que é de publicitário (mas que aparece também em médicos, políticos, engenheiros, arquitetos, atores de cinema). E, apesar dessa meia vermelha, eu pago meus impostos e faço o país crescer. Gero empregos, fabrico riquezas e divisas. Sim, eu sou publicitário. Gosto de coisas com design, amo trocadilhos e frases de efeito. Mas os monges também têm seus jargões e seus tiques. E, pelo fato de ser um cisne, não vou passar a vida me fantasiando de pato. Só para que os patos de nascença se sintam melhor. É claro que um texto como esse é um prato cheio para o rancor, para a lição de moral. Para os torquemadas que usam a falsa humildade para lançarem pensamentos diferentes na fogueira. Mas vamos lá, meus amigos. Chega de bancarmos os empresários. De tentarmos ser low-profile que nem banqueiros. Que os banqueiros sejam banqueiros, que os empreiteiros sejam empreiteiros e que nós sejamos nós. Artífices da palavra, espíritas de idéias. E, por sermos assim diferentes, a Rainha nos batizará como Lords. O povo cantará nossas músicas e contará nossos filmes. Sejam os publicitários como o nosso companheiro, o jornalista Roberto Marinho, foi sempre: jornalista Roberto Marinho. E, sendo jornalista e apaixonado por seu ofício, construiu um império. Não, esse mercado não pode ser tomado por mauricinhos que não fazem anúncios. Só fazem lobby. Que ficam puxando o saco de empresários e imitando esses empresários como replicantes. Nós somos o inconformismo. A voz da New Age. Os filhos de Aquários. Nós somos, perante a indústria e o comércio, a voz dos jovens, do povo. Nós somos o novo, o imprevisível, o diferente. Perante o banqueiro sisudo, o empresário que vive preso no seu escritório, no seu universo, no seu mundo, nós somos a voz das bichas e dos chapados. Nós somos o ponto de interrogação nas organizações. A contramão. A provocação. E, se deixarmos de ser isso, nosso espaço nessa sociedade será nenhum. Como aqueles que tendo nascido cinzas, chatos e mauricinhos querem. Que fiquemos todos iguais para sermos patos como eles.

Nizan Guanaes

É minha impressão ou veio a imagem do Roberto Justus na minha cabeça?

Abril 20, 2006



Idéia para curta-metragem: "LÍVIA BOTA FOGO NA BIBLIOTECA"

Cenário: sala de aula. Grupo de pessoas conversando. Chega a Lívia segurando um livro junto ao corpo, com um papelzinho na mão, indignada e falando pausado:

Lívia: Ou! Que absurdo. Tão me cobrando catorze reais de multa na biblioteca.

Seus amigos verificam o papel. Falam que é assim mesmo, multa se cobra em qualquer lugar, também quem mandou ficar 14 dias com o livro além do prazo? Lívia insiste que 14 reais é um absurdo. Sai da sala ainda indignada.

Corta para balcão da biblioteca. Lívia argumenta (pausadamente) com o funcionário:

Lívia: 14 reais é um absurdo. Não tenho esse dinheiro. Não posso pagar isso tudo.

O funcionário explica que é assim mesmo, esse é o procedimento padrão, etc etc.

Lívia tira uma garrafa de plástico na bolsa. Superclose no rótulo: QUEROSENE.

Close no chão sendo encharcado pela garrafa da Lívia.

Plano americano: Lívia pergunta pro funcionário se ele tem fogo. Funcionário explica que é proibido fumar na biblioteca.

Lívia: Mas eu não vou fumar.

Funcionário tira um isqueiro do bolso e entrega pra Lívia, intrigado.

Corta para sala de aula. Amigos continuam conversando e/ou jogando o jogo da CIA. Chega a Lívia, ainda com o livro na mão, e um sorrisinho típico de Lívia.

Lívia (pausadamente): Gente. Botei fogo na biblioteca.

Gargalhada geral. Comentários de que a Lívia "é engraçadaça".

Lívia dá as costas e vai embora. Antes de sair da sala, vira-se para a turma.

Lívia: Tô avisando.

Plano geral: prédio da faculdade visto da rua. As chamas consomem os prédios. Gritos de pânico são ouvidos.

Plano médio: Lívia indo embora da faculdade, com um sorrisinho no rosto.

Plano detalhe no livro que a Lívia ainda segura: "Nero, uma biografia".

Abril 16, 2006



E o Rio de Janeiro continua lindo....
Garota de Ipanema, de biquininho:
gostosíssima.

Abril 10, 2006

Lembrei da minha senha!

Abril 09, 2006

É bom estar de volta!

Abril 03, 2006

Bando de calouros

Mais uma foto jurássica da nossa turma.



Atrás: Marina Grampola, Juliana, Luciana Alvarenga, Luciana Casada (lembram dela?), Ariane, Mariana Alves, Anninha, Cris, Ivo, Renato, Amana, Lívia, Bárbara, Renata, Mariana Bacil, Rôia e Michel.

Na frente: Lucas Paio, Luís Gustavo, Santin, Bucetinha (avulso!), Bernardo Silveira (cabilim!) e vAAAAAAz!

Março 30, 2006

Pra celebrar o nada aguardado retorno do A.V.U.L.S.O, inicio uma série especial de lembranças saudosas de nosso passado unibeagástico.

Começando com a primeira saída da turma (excluíndo-se Das Dores e Paredes de Minas): o churrasco dos brothers do 2o e 3o períodos (que hoje já formaram ou tão formando), na rua Rio de Janeiro. Fevereiro de 2003.



De pé: Mariana Nicoletti, Clarissa, Mariana Bacil, Marina Ruiva, Lucas Paio, Henrique, Abominável Talita das Neves, Rôia e Bernardo Manco.

De joêi (hunf... joêi): Otávio "Cessa o Papo", Michel Antônio, Renato, Eduardo e vAAAAAAAAAAAAAz!

It's been too long since we took the time
No-one's to blame, I know time flies so quickly
But when I see you darling
It's like we both are falling in love again
It'll be just like starting over

Dezembro 28, 2004

alguem ainda entr qui ? se eu falr q todos na sala sao um monte de idiotas fdp ninguem vi ler ? awuhuawhaw
quem ler esse post me avis e fique sbendo, vc eh o segundo cara mais a toa da sal. so perde pra mim .

Novembro 25, 2004

R.I.P.

A.V.U.L.S.O.
09/08/2003 - 25/11/2004

Outubro 05, 2004

ee ressurgiu das chamas

Setembro 25, 2004

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR
Suponhamos que as drogas sejam legalizadas e as bocas de fumo virem estabelecimentos comerciais com firma aberta e tudo mais. Digamos que voce trabalha na boca, mas de repente a boca pára de pagar o seu salario e sem mais nem menos, te demite.
Mesmo sabendo dos eventuais riscos e do seus direitos trabalhistas, lhe pergunto: Você levaria a boca no pau? ........

Setembro 23, 2004

Os comentários avulsos sumiram.

O contador não funciona.

Será o fim? Será que deveríamos entrar na moda dos fotologs e fazer um fotolog Avulso?

Setembro 14, 2004

arranjei isso ai num site e da certo mesmo viu galera .... quem quiser ...

Tapeando o Fotolog.net[11-ago-04]
O site Fotolog.net virou uma febre entre os usuários brasileiros. A quantidade de fotologs brasileiros é tão grande que os administradores do fotolog.net resolveram limitar a criação de novos fotologs. Para você ter uma idéia, há hoje cerca de 509.000 fotologs hospedados neste site, sendo 226.000 brasileiros – ou seja, quase a metade dos fotologs são de brasileiros.
Com esta limitação, eles só liberam 800 usuários de cada país do mundo por dia. A contagem de novos cadastros é feita diariamente a partir da meia-noite no horário da costa leste norte-americana – ou 2 da manhã no horário de Brasília. Ou seja, para você conseguir criar um novo fotolog nesse site você precisa se conectar às duas da manhã e rezar para não terem outras centenas de pessoas fazendo a mesma coisa.
O problema é que o limite de 800 usuários por dia é realmente baixo para o Brasil e em questão de segundos a cota diária é preenchida.
Há uma maneira de tapear o site Fotolog.net para que você consiga criar um novo fotolog a hora que você quiser, mesmo estando no Brasil. Para entender como isso é feito, precisamos explicar antes como o Fotolog.net faz para saber que você está no Brasil.
Quando você está conectado na Internet, seu micro tem um endereço único, chamado endereço IP. O primeiro número desse endereço codifica o país. Todos os endereços IP do Brasil começam com 200 ou com 201. Assim, quando o site vê que o endereço começa com um desses valores, ele sabe que você está vindo do Brasil.
A solução é fazer com que você navegue com um endereço IP diferente do brasileiro, fazendo com que o seu computador se conecte antes com um servidor fora do Brasil antes de acessar o site Fotolog.net. Assim, o site pensará que o seu endereço IP é o desse servidor, que terá um endereço IP de outro país. Esta técnica é chamada proxy.
Na Internet existem diversos servidores proxy. O problema é que o pessoal do Fotolog.net não é tão bobo assim e também limita os números de cadastros vindos de servidores proxy anônimos, isto é, que eles não podem determinar a nacionalidade. Este tipo de servidor proxy é o mais comum de se encontrar. Para resolver isto, a solução é o uso de um servidor proxy chamado "high anonymity". Nós testamos aqui com dois servidores desse tipo (um no Canadá e outro na Rússia) e funcionou redondo: o Fotolog.net achou que estávamos vindo do país onde o servidor estava instalado, permitindo a criação do nosso próprio fotolog.
Para fazer isso, vá em http://www.publicproxyservers.com, clique em proxy list e escolha da lista um servidor do tipo "high anonymity" e anote o seu endereço IP e porta. Não escolha um servidor do tipo "anonymous" nem "transparent" porque não funcionará para tapear o Fotolog.net. Escolha o servidor localizado em um país que não seja o Brasil. Em seguida, no seu Internet Explorer, clique em Ferramentas, Opções da Internet, guia Conexões, caixa Configurações da LAN, marque a caixa existente no campo Servidor proxy e, nos campos endereço e porta, entre os valores que você anotou. Clique em Ok. Isto no caso de você usar conexão banda larga. Para conexão discada, o procedimento é o seguinte: abra o Internet Explorer, menu Ferramentas, Opções da Internet, guia Conexões, selecione, no campo "Configurações de rede dial up e de rede virtual privada", a conexão que você usa para se conectar à Internet, clique na caixa Configurações e, no campo Servidor proxy, entre os valores que você anotou em endereço e porta.
Em seguida, abra o endereço http://my.fotolog.net/register/ e crie o seu fotolog! Caso o Fotolog.net informe que o país que você está usando estourou a sua cota diária, basta escolher da lista um servidor proxy de outro país!
Após ter criado o seu fotolog, desabilite o servidor proxy em seu Internet Explorer (basta desmarcar a caixa existente no campo Servidor proxy), pois usando um servidor proxy localizado em outro país a conexão fica mais lenta.

Setembro 06, 2004

QUEM É VIVO SEMPRE APARECE....
Olá galera! Beleza pura? Como estão as coisas por aqui / por ai? Tenho certeza que não esta muito diferente do que venho presenciando com a turma da noite, enfim um 4º período um tanto quanto "morto"... Algumas matérias realmente dá até dô de fazer, mas isso não vem muito ao caso. Chegou aos meus ouvidos que em outubro tá marcarda outra festinha no sitio da Thalita, alguém confirma? Pois bem, caso seja verdade... Não se esqueça (quem for organizar) de chamar os "AVULSOS" que estão estudando a noite... Eu, Lugu, Santin, Bacil, Babi, entre outras personalidades que nem me recordo o nome... Tá avisado? No mais é isso! Estou com saudades da galera, mas infelizmente estou com o tempo curto para fazer uma visitinha... Abraços para... Amana, Michele, Thalita, Roia, BJ, Bernardo Silvino, Michel, Flávio, Cris, Ivo, Lucas Paio, De Pinho, etc... Certamente esqueci de alguém... Mas se lembrar, volto a escrever... Outra coisa... Estou no Orkut... Para me encontrar basta procurar por (Marcelo Pantuzzo)... Até mais...